segunda-feira, 14 de junho de 2010

ESPECIAL SELEÇÕES

ITÁLIA

GRUPO F

A Itália chega para a Copa da África do Sul do jeito que mais gosta: desacreditada. A Azurra já provou que se dá bem atuando como uma coadjuvante, se é que podemos falar isso de uma tetracampeã do mundo.

O grande desafio destes 23 selecionados é superar o envelhecimento do elenco. Esta é a última Copa de mais da metade do grupo e, com certeza, a seleção vai sofrer com uma reformulação logo após o torneio. Revolução tardia, diga-se de passagem.

Mas antes disso, os jogadores querem passar o bastão aos futuros craques com o pentacampeonato garantido.

CAMPANHA

A seleção caiu em um grupo medíocre nas Eliminatórias e não tomou conhecimento de seus adversários. Das dez partidas disputadas, os tetracampeões venceram sete e empataram outras três. Foram 24 pontos conquistados de 30 possíveis. Um verdadeiro passeio da “Bota”.

A zaga foi mais uma vez o ponto forte do time, uma vez que o sistema defensivo foi vazado somente em sete oportunidades. Fato que deixou a equipe com uma excelente média de 0,7 gols sofridos por jogo.

TREINADOR

Marcello Lippi. O técnico campeão de 2006 tenta o feito histórico de sagrar-se vencedor mais uma vez.

ESQUEMA TÁTICO

4-4-2

ESTILO DE JOGO

Não dá para mexer muito em um esquema que conquistou quatro canecos. A Itália aposta no seu sistema defensivo, na polivalência de seus meio campistas e no faro de gol dos homens de frente.

A Azurra joga mais uma vez em busca de uma bola perfeita. Pode ser um gol de cabeça, uma batida de falta, enfim.

A aplicação tática impressiona, mas a idade elevada do elenco preocupa.

Se alguém quer ver brilho, esta é a seleção errada. Esta é uma seleção que jogará em busca do resultado, não do show. E nisso eles são excelentes.

PROVÁVEL TIME TITULAR

Buffon, Zambrotta, Canavarro, Chielini, Criscito, De Rossi, Montolivo, Pepe, Marchisio, Gillardino e Iaquinta

DESTAQUE

O grande nome da Seleção é o veterano goleiro Buffon. A muralha chega para sua terceira Copa e é a garantia de segurança embaixo das traves. É bom que os adversários da Itália não levem os jogos para os pênaltis porque Buffon se garante em chutes da marca de cal.

OLHO NELES

É um pouco anti futebol dizer isto, mas outro grande nome da seleção é mais um defensor. Fábio Canavarro, eleito o melhor jogador do mundo em 2006 e capitão da campanha vitoria na oportunidade, está um pouco mais lento, porém continua jogando muita bola e comandando o sistema defensivo do time.

O outro que pode surpreender caso se recupere de contusão é Pirlo, O jogador do Milan está jogando mal para cacet* desde o título em 2006. Aliás, a vontade que ele mostra em campo é a mesma que a minha de ir a academia.

No entanto, a precisão com que bate na bola e os lançamentos longos que dá são atrativos que embelezam uma Copa do Mundo.


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