COPA 2010
ESPECIAL SELEÇÕESGRUPO A
ÁFRICA DO SUL
Os donos da casa chegam a Copa do Mundo empolgados pelo apoio massivo da torcida e pelo barulho ensurdecedor das vuvuzelas, aquelas cornetinhas tão famosas em jogos de futebol, que são uma verdadeira mania entre os nativos do país anfitrião.
O objetivo dos Bafana Bafana, como é conhecida a Seleção da África do Sul, é passar pela fase de grupos pela primeira vez em sua história, porém, o sorteio que definiu os adversários não foi nada simpático e a tarefa não será nada fácil.
Uruguai, França e México completam o grupo A da Copa. Vale lembrar que as duas primeiras seleções já foram campeãs mundiais. Em 1930 e 1950, com os Celestes, e em 1998 foi a vez dos Les Bleus. Já o México é, tradicionalmente, um adversário difícil de ser batido.
O TREINADOR
O principal nome dos Bafana Bafana está no banco de reservas. Isso mesmo, o comandante dos donos da casa é o brasileiro Carlos Alberto Parreira, recordista de participações em Copas do Mundo. O “kiko” do futebol brasuca esteve no comando da seleção canarinho em duas oportunidades, em 1994 e 2006, além de dirigir o Kuwait, em 1982, os Emirados Árabes Unidos, em 1990 e a Arábia Saudita, em 1998. Ou seja, a experiência do treinador é um triunfo para quem terá que segurar a ansiedade da torcida em torno da competição. Caso conquiste a classificação para as oitavas, será um herói nacional.
ESTILO DE JOGO
Diferentemente de Joel Santana, antigo treinador sul africano e fã das bolas aéreas, o novo treinador implementou seu estilo de jogo cadenciado. Agora o que se vê é um time que apesar da pouca qualidade técnica, troca passes, faz inversões, joga cadenciadamente em busca do melhor espaço para a finalização ou alguma jogada mais aguda de penetração.
Para alcançar esse nível, durante a preparação para o torneio, a seleção da África do Sul passou um mês no Brasil com seus comandados para ensiná-los a jogar com a bola no chão.
E o sistema parece ter dado certo. Os próprios jogadores enaltecem a “brasilidade” que Parreira conseguiu encaixar no futebol dos donos da casa. E os resultados não mentem. Apesar das atuações não terem sido tão brilhantes, o técnico do tetra ainda não sabe o que é perder nesta passagem pela seleção anfitriã da Copa.
ESQUEMA TÁTICO
4-4-2
DESTAQUES
Talvez o principal nome tenha ficado fora da lista final. Trata-se do atacante Benny Mccarthy. O queridinho da torcida e das autoridades do país foi cortado por excesso de peso. Acredito que o técnico do Brasil no fracasso de 2006 não quis repetir os erros de levar o atacante e principal nome da equipe acima do peso. Basta lembrar da forma de Ronaldo no último mundial e a pífia participação canarinho.
Enfim, com a ausência de Mccarthy, o principal nome passou a ser Steven Pienaar. O jogador atua pelo Everton, da Inglaterra, e é o motorzinho do meio-campo. É ele o responsável por municiar o ataque formado por Mphela, homem-gol do time, e Parker, jogador limitado tecnicamente, mas muito participativo e guerreiro.
O zagueiro Booth é outro que merece atenção especial. Não que seja um brilhante jogador, aliás, ele passa muito longe disso, mas o fato de ser o único atleta branco da seleção de um país que enfrentou o apertheid e até hoje luta contra o racismo, chama a atenção. Além disso, ele é o queridinho da torcida e do treinador.
Durante a Copa, reparem quando ele toca na bola. A torcida grita: “booooooooooooooo”... até ele tocar a bola para o companheiro, e aí, o torcedor enlouquecido completa: “...oooooooooth” Como um olé um pouco menos ensaiado, mas muito divertido,.
OLHO NELES
É difícil pensar em alguém que possa surpreender que não seja nem Pienaar e nem Mphela. No entanto, há ainda mais três bons valores no selecionado do país africano.
Sibaya, que atua no futebol russo. Modise e Tshabalala, que não são craques, mas chutam bem de fora da área e formam o meio-campo ao lado de Pienaar. Todos eles podem, em um momento de genialidade, acertar uma bomba de meia distância ou superar os adversários no físico, no pulmão. Talvez este sim o maior triunfo dos donos da casa.
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