ESPECIAL SELEÇÕES
GRUPO A
MÉXICO
A Seleção Mexicana entra na Copa do Mundo 2010 como a grande azarã do grupo A. Apesar de ter um time mais forte que o da África do Sul, a torcida a favor dos Bafana Bafana promete deixar ambas as seleções em igualdade de forças. Uruguai e França são os outros dois países que completam o grupo e assumem o posto de favorito.
CAMPANHA
A campanha mexicana nas Eliminatórias da América do Norte foi bem tranquila. Em dez partidas disputadas, os mexicanos venceram seis, perderam três e ainda empataram um único jogo. Os 19 pontos conquistados deixaram a equipe na segunda classificação geral. Para ter uma ideia do poderio da seleção verde na CONCACAF, os EUA, principal força das Eliminatórias, terminaram em primeiro lugar com 20 pontos conquistados. Somente um a mais que os chicanos.
O principal destaque da equipe foi a distribuição dos gols marcados. Apesar de o fato ter impedido que algum atleta brigasse pela artilharia das Eliminatórias, chamou a atenção o número de jogadores da equipe que deixaram suas marcas. Simplesmente todos os convocados balançaram as redes adversárias, com exceção, é claro, dos goleiros. E os maiores goleadores anotaram apenas três gols no total. Ao todo, foram sete jogadores da camisa verde que chegaram ao momento máximo do futebol em três oportunidade diferentes.
TREINADOR
Javier Aguirre
ESQUEMA TÁTICO
3-5-2
ESTILO DE JOGO
O México atuava no 3-4-3, mas recentemente Aguirre resolveu apostar no 3-5-2. A mudança deu um maior poderio ofensivo ao time.
Todos, exceto os zagueiros, possuem liberdade para atacar e o meio-campo joga bastante avançado tentando pressionar a saída de bola do adversário.
PROVÁVEL TIME TITULAR
Pérez; Aguilar, Rodríguez, Osorio, Salcido; Rafa Márquez, Torrado, Efraín Juárez , Carlos Vela; Giovani Dos Santos e Guillermo Franco
DESTAQUE
O grande nome do selecionado é o defensor Rafa Márquez. O volante/zagueiro defende as cores do Barcelona, onde atua desde 2003. Apesar de ter perdido espaço no time catalão nas últimas temporadas, a experiência adquirida com os títulos da Champions League de 2006 e 2009 são um diferencial a favor do craque.
A bola parada é outro triunfo do provável dono da braçadeira de capitão. Nunca é demais lembrar que o atleta ganhou um torneio festivo de chutes de média distância, em uma disputa contra Ronaldinho Gaúcho e outras feras do futebol mundial.
OLHO NELES
O meio-campista Carlos Vela, do Arsenal, e o atacante Giovani dos Santos, do Galatasaray, são os dois que correm por fora na busca pelo sucesso nesta Copa do Mundo. Vela atua no Arsenal (ING) e tem um estilo de jogo parecido com os antigos pontas de lança. Encosta no canto esquerdo ou direito e dribla até a mãe dele. Se estiver em boas condições físicas pode dar trabalho.
Já dos Santos ainda luta para deixar o status de promessa e virar de vez uma realidade. A jovem joia surgiu como um fenômeno nas categorias de base e ganhou tudo que disputou com um detalhe importante: sempre foi o protagonista. Dentre os triunfos de Giovani está um campeonato Sub 17, disputado em 2005, em que ele deu show em uma final contra o Brasil.
Porém, toda a magia demonstrada na base não vingou com os profissionais e o jogador não se destacou no Barça. Agora, ele defende as cores do Galatasaray (TUR). Seu estilo envolvente de jogar com a cabeça levantada o torna o principal municiador do ataque verde.
Ambas as apostas são a esperança mexicana de encontrar uma geração renovada que possa substituir a habilidosa geração de Blanco, o vovô da equipe que já defende as cores do selecionado há 14 anos e já vai para a sua terceira Copa.
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