CHARLAÇÃO DA COPA

O primeiro dia de Copa comprovou o que todos já previam. O grupo A será realmente disputado até os últimos minutos do último jogo da fase de classificação. Com os dois empates do dia todas as equipes somam um ponto e segue tudo como começou.
Talvez o Uruguai, por já ter enfrentado o adversário mais tradicional do grupo, tenha uma ligeira vantagem sobre os demais. Mas isso não quer dizer muita coisa com o futebol que os franceses vêm apresentando.
África do Sul e México agradeceram o empate entre as equipes azuis. O resultado deixou as vagas do grupo muito mais em aberto do que se houvesse um vencedor no segundo jogo do dia.
ÁFRICA DO SUL 1 x 1 MÉXICO
Uma pena os Bafana Bafana não terem ganhado o jogo. Os anfitriões pagaram o preço de um primeiro tempo em que não conseguiram vencer o nervosismo de uma estreia e os mexicanos pagaram por não terem matado o jogo na primeira etapa, quando dominaram completamente a partida.
Destaque positivo para o goleiro Khune. O arqueio sul africano não só é bom debaixo das traves como é melhor ainda na reposição de bola. Muito melhor que o metidinho do Rogério Ceni. Tshabalala também merece menção honrosa por ter feito um golaço e por ser a figura mais engraçada da Copa até agora.
Já o destaque negativo foi o lateral direito Thwala. Ele errou mais passes que o Souza do Corinthians e o Lincoln do Palmeiras juntos.
Mas foi animador o futebol sul africano demonstrado na segunda etapa. Os toques rápidos e as jogadas de infiltração deixaram a sensação de que a equipe pode mesmo brigar por uma vaga nas oitavas de final.
O México também mostrou ter um bom time, mas falta decisão ofensiva. O time toca bem, gira a bola, envolve o adversário, mas ninguém chuta em gol. Os “chicanos” também vão dar trabalho para franceses e uruguaios.
Palpite: errado.
FRANÇA 0 x 0 URUGUAI
O jogo foi tão feio mais tão feio que parecia até o Campeonato Brasileiro. Por*a, eu não esperei tudo isso de tempo para ver esse nível de futebolzinho, né?
A França não tem conjunto e vai depender das bolas paradas e dos flashes de genialidade de Ribéry ou Anelk ou até do decadente Henry.
Já o Uruguai pode ser chamado do exército de um homem só. Forlán correu, se matou, tentou de tudo, mas nem seu companheiro de ataque Suárez e muito menos o pouco criativo meio-campo ajudaram o matador.
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